A ADIAFA

A adiafa: a festa depois da vindima

Termina a vindima e chega a adiafa: a refeição que junta todos para celebrar o fim dos trabalhos. Histórias repetem-se, o vinho corre e a tradição renova-se.


Depois do trabalho, a celebração

Terminada a vindima, mãos e corpos doridos, cansados, mas espíritos bem-dispostos antecipam as jornas e o que com elas farão, enquanto aguardam ansiosamente a adiafa — a refeição em que todos se juntam para comemorar o fim da vindima por aquelas paragens.

As histórias, já muito repetidas, voltam a circular entre todos, despertando as mesmas gargalhadas, enquanto se ultimam os pormenores e se chama para a mesa.

À mesa: partilha e abundância

O vinho tinto do bom já corre pelas gargantas secas; já se come pão com aquele chouriço de todos os anos, com torresmos, azeitonas e queijinhos. À mesa, partilha-se a refeição com as mulheres a trazerem travessas e mais travessas, para que não falte comida a ninguém.

O vinho continua a jorrar, tal como as histórias entre todos, às quais se somam esta ou aquela que se ouviu no café, na mercearia, na bomba de combustível.

O brinde final

No fim, fuma-se uma cigarrada com o café, e aquela aguardente caseira que todos adoram e que lhes queima as entranhas. Mas são homens, e os homens aguentam — gostam, pois são fortes.

Uns mais “entornados” do que outros despedem-se no fim, mas todos, sem falta, marcam presença para o ano que vem. Pode mudar muita coisa nas suas vidas; nenhuma, porém, os fará romper com a tradição.


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