Como aprender sobre vinhos?

Aprender sobre vinhos pode, além de ser agradável e simpático, ser considerado como um acto de cultura pois entroncamos num hábito milenar assumindo-nos como seus herdeiros.

Apreciar vinho é, por isso, um hábito que vem de longe, bebia-se vinho pois tinha menos micróbios do que a água, bebia-se vinho nos barcos pois conservava-se melhor do que a mesma água, bebia-se vinho à mesa para acompanhar e completar a refeição, bebiam-se grandes vinhos, necessariamente caros, para mostrar ostentação e estatuto social.

De então até hoje digamos que as motivações não se alteraram significativamente mas os vinhos sim. A globalização e o poder de compra fomentaram a curiosidade mãe do conhecimento, trazendo até nós novas regiões, novos vinhos e atrás de si uma multidão de marcas.

Saber avaliar um vinho é a chave para uma caminhada imparável de prazer e descoberta que fatalmente começa no vinho “a solo” e segue rapidamente para a mesa na busca e avaliação das melhores conjugações gastronómicas, e não se pense a este respeito que um simples arroz de tomate acompanhado com uns pasteis de bacalhau e um copo do vinho indicado não fazem parte deste quadro, não só o fazem como nos podem levar ao Céu.

Avaliar um vinho é como andar de bicicleta, não é nada que não se aprenda sozinho, mas ajuda se alguém nos der umas dicas e nos guiar. A frio um vinho avalia-se pelas suas características visíveis, olfactivas e gustativas, ou seja, pela sua cor, pelos seus aromas e, claro, pelos seus sabores.

Como em tudo na vida há códigos, senão vejamos no que toca às cores um vinho novo tem uma cor forte e carregara a granada, que evoluirá ao longo da sua vida para rubi finalizando em tons atijolados. Conhecedores deste facto só de olharmos já extraímos informação. Ao nariz desvendamos igualmente códigos que numa perspectiva simplista poderíamos resumir da seguinte forma: o aroma é muito intenso, ou pouco? É de qualidade, ou não? É simples ou complexo? Idêntica abordagem é valida para o sabor universalmente conhecido como o último juiz, assim ao obtermos resposta para saber se os sabores são intensos, ou não, se são variados ou não, se são duradouros, ou não e se são de qualidade, ou não saberemos muito sobre o dito em avaliação se tivermos estas respostas.

Começar é sempre difícil, sozinho mais difícil o é, mas a verdade é que é fundamental meter-nos ao caminho e mesmo que lentamente avançar, lembrando-nos sempre que deve ser sempre a nossa opinião a prevalecer independentemente do que nos digam.

Não temos professor ou ajuda? Não tem qualquer problema, faça um esforço, compre bom e eduque o seu paladar a um nível elevado, garanto-lhe que no dia em que cruzar com um vinho inferior dará imediatamente por isso.

Uma nota final, a diversidade é fundamental na aprendizagem pois quanto mais respostas encontrarmos para o maior número de desafios mais evoluiremos. A este título talvez fosse bom ponderar em fazer-se sócio de um clube de vinhos, não só pela variedade de vinhos que têm mas, e mais importante, pela quantidade de informação que lhe fornecem.  Boa sorte.

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