Há vinhos que fazem melhor à saúde? Como devo consumir?
À primeira vista, estaremos perante uma pergunta de alguém que quer, deseja, quase uma receita médica — como se beber vinho fosse algo servido dessa forma. Passe a ironia, vamos abordar estas questões com senso comum, pois se o pretendido for diverso, um médico seria o indicado.
Vamos primeiro ao geral: todos os vinhos fazem bem à saúde desde que cumpram duas condições essenciais — sejam bebidos com moderação e nos saibam bem. Primeira parte da “receita” passada.
Claro que, indo mais a fundo, todos nos lembramos que os médicos — e não só — nos recordam amiúde que os vinhos tintos são mais indicados para a saúde, pois nos seus componentes têm uma série de elementos que nos fazem melhor. Damos a informação por boa e fazemos dela eco com um sonoro “prefira vinhos tintos”.
Tudo isto é muito bonito, mas quem é a alma caridosa que num tórrido dia de verão, ao almoço necessariamente leve, lhe apetece um sonoro copo de vinho tinto? Nada disso — o que apetece é um bom vinho branco, fresco, para não dizer fresquinho ou até fresquíssimo.
À questão se há vinhos bons para a saúde, a resposta está dada: sim, há — todos. Prefira os tintos, mas não desdenhe dos brancos. A todos beba com moderação e tenha o cuidado de que lhe saibam bem. Por isso, escolha sempre bons vinhos.
Como os deve consumir? Preferencialmente à refeição. Mas se lhe apetecer como aperitivo ou se quiser continuar a conversar com um copo depois da refeição, não se coíba de o fazer. O segredo está sempre na moderação — e no prazer que retiramos da experiência.
Dito isto, divirta-se e aproveite a vida — sempre, mas sempre com moderação. Já pensou em fazer-se sócio de um Clube de Vinhos? É que, se bons vinhos prolongam a vida, digamos que estaria garantida a sua longevidade... pelo menos até aos 100 anos!
