VINDIMA-SE

Dia de vindima: tradição, emoção e trabalho

Quando a vindima se aproxima, a aldeia inteira vive em contagem decrescente. Entre expectativas, memórias e muito trabalho, o grande dia junta gerações em torno da vinha.


Antes do anúncio

“Começa-se hoje?” É tudo o que as pessoas querem ouvir. Estão desejosas que chegue o dia; falam disso nos cafés, ao telemóvel, à mesa. “É hoje? É amanhã?” Estão nervosas: já tiraram férias no trabalho — tem de dar certo.

Chegou o dia

À hora combinada lá estão todos, ainda ensonados, mas desejosos por ir para as vinhas colher os seus dourados cachos. Distribuem-se as tesouras, organizam-se as pessoas pelos transportes e, qual armada, partem às ordens do capataz.

Chalaçam uns com os outros, recordam histórias divertidas do ano passado ou do anterior. Têm boa memória e gostam de relembrar todos os pormenores.

A “compita” saudável

Aí estão eles a vindimar à compita, homens, mulheres, miúdos — tesoura nas mãos — em busca dos cachos que, roubando às videiras, farão seus. E, este ano, tem de correr melhor do que no ano passado; tem de ficar na história dos amigos, da propriedade, da região.

À mesa: pausa e conversa

Chega a hora da refeição e, sentados, comem o almoço sem tirar os olhos da vinha. Discutem o estado das uvas — melhores? piores do que no ano passado? — enquanto bebem um tinto da região.

Até ao sol-posto

Joga-se de novo ao trabalho até ao sol-posto, se for preciso. Da adega chegam os ecos da laboração; pergunta-se o grau das uvas para ver quem deu o melhor palpite. Avós, netos, filhos, famílias: todos se juntam para colher o sustento para o inverno, seguindo as pisadas dos que, antes deles, o mesmo fizeram.

Hoje a eles calha o trabalho, na esperança de que os mais novos, amanhã, os substituam, dando continuidade ao que a tradição manda e espera.


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