Vinhos brancos, tintos e rosés: como escolher para a sua garrafeira
Para uma garrafeira completa, vale a pena pensar em estilos, ocasiões e prazos de consumo. Abaixo, um guia simples para brancos, rosés e tintos.
Brancos & rosés: consumir jovens
Por uma questão de coerência, faz sentido abordar os brancos junto com os rosés: ambos devem ser consumidos enquanto jovens; por isso, os cuidados a ter são semelhantes.
O maior cuidado na compra de vinhos brancos e rosés deve ser o de comprar das colheitas mais recentes, garantindo, assim, que se mantêm frescos por mais tempo e proporcionando um maior prazer.
Stock inteligente para aperitivo e marisco
Imaginando que, de vez em quando, apetece marisco ou um aperitivo fresco, vale a pena ter algumas garrafas de um ou dois bons Alvarinhos e outras tantas de um bom Vinho Verde.
Depois, vamos aos maduros, privilegiando brancos da Bairrada e de Bucelas — um bom Arinto é essencial — e, claro, do Alentejo. Se quisermos (e pudermos) ir mais longe, some uns valores do Douro e Dão, estes mais virados para peixes do que propriamente para aperitivos ou mariscos.
Rosés: provar e repetir
No que aos rosés toca, compre uma meia dúzia de garrafas e, se gostar, repita a aquisição. Lembre-se: são vinhos para beber jovens.
Tintos: escolher com cabeça
Aqui chegados, embrenhamo-nos num labirinto de dúvidas, gostos e quereres, porque almejamos os melhores vinhos ao melhor preço. No entanto, nem sempre temos grandes refeições — essas, sim, pedem grandes vinhos. Convém lembrar: o vinho deve adequar-se à comida.
Gama e método
Seguindo esta linha, vamos às compras de vinhos de gama média para cima, porque os outros não são o nosso foco. Pessoalmente, sempre pensei que a melhor forma de constituir uma garrafeira é ser sócio de um clube de vinhos sério, dado que fazem uma seleção cuidada. Apreciando o vinho à entrega, podemos guardar as restantes garrafas já com conhecimento de causa do valor que lhes acrescentámos.
Portugal inteiro na garrafeira
O cuidado a ter é distribuir os tintos por diferentes regiões: não só Douro e Alentejo, mas também um toque de Dão, outro da Península de Setúbal, um cheirinho de Ribatejo e outro de Bairrada — assim ficamos com o mapa vínico de Portugal em casa.
Para guardar e para momentos especiais
Quanto aos tintos, devemos trabalhar na fasquia da gama média para cima, pois oferecem maior garantia de duração/envelhecimento — valiosa quando não são para consumo imediato.
No domínio dos caprichos, aí sim, vale a pena adquirir uma boa meia dúzia de grandes tintos, ao nosso gosto, para aqueles momentos especiais que mais do que pedi-los, os exigem.
Dica: equilibre a garrafeira entre consumo rápido (brancos e rosés jovens) e guarda (alguns tintos estruturados e fortificados). Assim, tem resposta para todas as ocasiões.
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